quarta-feira, 29 de abril de 2009

do amor


"Aquela foi a última vez que senti teu cheiro, enquanto deixava as cobertas frias flutuando em câmera lenta até atingirem a cama, assim como eu - em queda livre, mas em câmera lenta: inevitável e fatal - quando foi embora. o brilho nos olhos, um destino nas mãos, nem um real no bolso. milhares de frases loucas escorrendo de sua boca: (...)

(...) foi então que o amor virou silêncio. e eu sempre soube que você o odiava."

(e eu, que sempre fui escrava das palavras, me encontrei admirando o silêncio de pertinho. (...) ah, meu bem, que se o sentimento fica, as palavras são poucas; não, não completo tuas lacunas com palavras ou palavrões. viver, sentir. falar se sobrar fôlego.)

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