quarta-feira, 22 de abril de 2009

cartas de amor pt.1

meu bem, põe a carta na mesa e deixa de jogo... você nunca teve sorte no vício, talvez seja sua sorte no amor.


"concluo, antes de tudo, tristemente, que procuro suas sardas, que procuro seus cabelos bagunçados, suas mãos de dedos grandes, seus olhos caídos, seu nariz grande e sua boca estranha em cada homem que conheço. e quando encontro a mínima evidência de você em outro corpo, não me surpreende que eu me apaixone com a mesma velocidade com que inconscientemente te procuro em cada um desses rostos.

(...)

certamente não te negaria amor algum, mesmo que em outros homens, você me conhece como ninguém jamais conheceu, eu e meu jeitinho falso de easy-going-person que voce sempre desmascara: voce tem um gênio dos infernos, sabia? e ainda assim não te negaria amor jamais.

(...)

e justo eu, que já perdi tanta beleza e tanta juventude, que já desperdicei tanta loucura, tanta inconsequência, justo eu que não aprendi a ser amada e justo você que não aprendeu a amar ninguém, justo nós, dois estranhos na vida, aprendemos a amar um ao outro.

(...)

e certamente, meu pequeno, não te negaria amor algum: digo que abandono a todo meu lirismo barato se por toda a eternidade eu puder ter todos aqueles teus silêncios..."

2 comentários:

  1. Quase saiu uma lágrima agora. Até arrepiei. De quem é esse texto entre aspas?

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  2. super me identifiquei!

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