segunda-feira, 30 de março de 2009

lampadas


agora era escolher o que fica e o que vai, e ela começava a discutir consigo mesma se gostava mais dele como uma memória ou como um presente. um presente que podia lhe revelar grandes surpresas...


sabia pelo menos que as cores de cabelo iam. que as férias vinham. mas não sabia de nada que ficava de fato. 'não posso dizer do que vou gostar daqui a um minuto ou dois, mas agora eu gosto de você'


'eu nunca quis que as coisas fossem diferentes, mas a insônia realmente faz de mim uma pessoa muito mais cretina do que já sou, arrancando todos os meus figurinos, arrancando todas as minhas falas. e de fato, eu nao preciso de 'voce' - e quando digo voce não quer dizer a sua pessoa, digo a 2ª pessoa do singular - eu só preciso de umas boas horas de sono. não espere genialidade de mim todo tempo, ou então diálogos nonsense, ou entao uma sensibilidade maluca de quem brilha demais durante o dia até. eu sou só uma garota...'


mas ninguém nunca parecia entender porque a luz que ficava sempre acesa começava a falhar tão cedo...

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