terça-feira, 24 de março de 2009

brilha brilha, estrelinha


o ar rasgou meus pulmões, despedaçou meu corpo. ser eu era grande demais pra caber no meu corpo, eu estava expandindo rápido demais, o calor do álcool fazia com que eu crescesse em uma velocidade alucinada até quase explodir e me espalhar pelo espaço. como um milhão de estrelas cadentes ao mesmo tempo, como um ano inteiro de meia-noite do dia 31 de dezembro eu era toda fogos de artifício, brilhando até o infinito onde ninguém podia me ver, onde o show era pra mim e pro vácuo. essa noite eu me senti beijando o sol, sem saber que mesmo as grandes estrelas eventualmente se apagam.

mas por enquanto eu só queria - e podia - brilhar.

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