terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

secou o poço.

e eu não tô no fundo dele.


esperei a inspiração vir, as palavras bonitas, as feias, as meias-palavras. tentei esboçar umas entrelinhas e falhei miseravelmente: eu estava curada.

constatei que ele era uma estrela naquela escuridão esquisita em que eu estava e que logo amanheceria e eu não o veria mais, senti nostalgia. e senti medo, talvez fosse um crepúsculo e não um amanhecer

'olhe nos meus olhos e diga que não há renúncias aqui. voce sabe do que eu estou falando como ninguém jamais soube: estamos quebrados num acostamento de uma estrada louca chamada vida e sabemos que a carona não vai chegar. entao eu te pergunto porque voce não quer caminhar comigo.' eu mal conseguia articular minhas idéias, uma fúria animal me possuiu da cabeça aos pés, os olhos loucos, as mãos trêmulas. 'eu tô te oferencendo uma chance de enlouquecer, uma chance de ver coisas que ninguém jamais viu. é só segurar minha mão.' e a mão pairou no ar, estendida.

'i want you so bad, baby.' foram as últimas palavras que ouvi dele. e acordei.

acordei sabendo que ele também sonhou comigo.

percebi que o céu mudou de cor rápido, era mais de 4 da manhã. a estrela tinha sumido, mas o sol já ia se anunciando: damn, eu estou curada.
quando o amor acaba.

Um comentário:

  1. a mesma mão que te promete o incrível te coloca lá em cima e te larga em queda livre antes mesmo que tu aceite..

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