sábado, 7 de fevereiro de 2009

deixa rolar...

ela colocou as cartas na mesa. ele abriu duas. 'ah, quase!' ela pensou.

'mas parece sempre que essa combinação não é possível!' ela concluiu triste, ilogicamente.

'a chance é a mesma...' ele respondeu.

'não, não é.' ela pensou, ela devia estar é trapaceando contra si mesma, devia ter tirado aquelas cartas que nunca saiam antes de começar o jogo. 'não dá.'

'voce não está sendo lógica.' ele falou, ela nunca era mesmo.

'e não é pra ser, eu não to falando de cartas.'

'tudo bem, em cartas pode ser que a possibilidade não seja igual. conforme voce joga, elas vão saindo. e voce perde as chances.' ele continuou, deve ter ignorado a indireta da garota.

'então porque eu não posso jogar dados???' ela quis saber. mas nunca saberia até olhar fundo num espelho. 'queria que minha vida fosse como um jogo de dados, onde eu poderia deixar rolar sempre sem medo de perder uma única possibilidade sequer. porque eu não posso jogar dados?'



'porque voce escolheu as cartas. e Deus não joga dados.' ele não queria discutir muito, ela ficava tão prolixa quando melancolica.

'então o dobro ou nada.' e sem receber a resposta, ela levantou e foi embora. era nada.

Um comentário:

  1. 'teu melhor ou nada
    meio amor não basta
    não me contento com o segundo
    pedaço do bolo'...
    também sou assim (:

    ResponderExcluir

deixa tua marca