quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

nem doeu.

'e meu coração nem bateu mais rápido, como antes.' ele disse inconsolável.

'voce é um louco. hahaha. tão vinicius, tão passional.' ela se ria nele.


'de repente eu pensei o que seria aquilo. quando eu senti seus lábios pela primeira vez, quando eu pude olhar mais fundo nela mesmo que de olhos fechados. eu não senti nada, apenas me agarrei a ela na esperança de acordar uma fúria doida de taquicardias mais doidas ainda. as mãos correndo sem destino, a respiração calma, a umidade aumentando lentamente.' ele, sempre poético.


'eu acho que voce tá amando, vi.' ela completou como se soubesse mutia coisa, ha.


'e quando eu fico ao lado dela, olho aqueles olhos amendoados e bobos perdidos, ela é tão indefesa. tão frágil. acho que ela é menor de idade. mas é uma boa garota. e eu gosto de conversar com ela, mesmo que ela nunca cale a boca.' ele estava perplexo.


'voce gosta de pessoas assim, que falam demais.' ela concluiu, ela tambem falava sem parar.


'e eu fico pensando se depois de tanto bater de coração, de tanto suor frio, de tanta arritmia, se o amor é ter um coração tranquilo, um calor que toma conta do corpo e uma harmonia de compassos que pareciam nunca se harmonizarem. eu acho que isso é o amor.'


'eu acho que agora voce vai se aposentar, né?' ela dava adeus ao amigo poeta.


'se o amor for essa morte, entao que eu descanse em paz pra sempre. finalmente o amor é uma coisa boa, minha querida. finalmente.'


Um comentário:

  1. aaaah... mas precisa ter paixão também! o amor é calmo, a paixão que descompassa o coração!

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