sábado, 31 de janeiro de 2009

a little help from my friends


de novo a resposta me acordou no meio da noite. e pela manhã não lembrei de nada. era isso que acontecia todas as noites, como tomar uma anestesia e acordar sem saber se foi operado ou não - ainda havia dor, mas seria a mesma? voltei a dormir e dessa vez quem me acordou foi a dor. mal eram 9 da manhã, e eu tinha ido dormir às 3... ou 4, já desisti do relógio. me contorci na cama por alguns instantes na esperança de espantar a dor com essa minha dança esquisita sem sucesso.
'hnf,' bufei antes de levantar. 'mããããããããããããããããããããããe, eu quero um remédio!' e eu lembrei que antigamente a dor não era mais suportável, mas pelo menos mais tolerável. eu estava me tornando uma pessoa fraca, dessas que toma analgésicos a cada hematoma e eu não me condenava. levantei com dificuldade, minha mãe não me deu um consolo e nem um remédio - tudo bem, vamos aceitar as diferenças - e eu tomei meu comprimido.
cancelei meus compromissos de negócios, eles não eram minha doença - eu constatei com o vazio que eles deixaram - e me deitei de novo. percebi que eu não hesitava mais em pedir ajuda - nem que fosse pra um bom e velho buscopan composto. e isso me fez feliz pelo menos aquela manhã.
sobre alguém que encontrou a solução em um comprimidinho branco.

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