quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

'tis strange but true...

... for truth is always strange.'

ela teve flashbacks naqueles dias, talvez em decorrencia da correria natalina. se nao fosse ela, ela estaria vendo filmes inteiros que ela nao queria ver.

mas naquele dia 25 foi diferente. ela sentiu como se ele ainda estivesse ali, do seu lado. sentiu medo mas nao sentiu saudade. e foi enfrentar o medo: de frente mesmo, como sugere o verbo. sentou e procurou alguma coisa que ela nao sabia, mas procurou com força, com vontade. queria encontrar alguma coisa que, apesar de ela nao fazer ideia do que fosse, lhe explicaria tudo. via fotos, cartões, escritas.

e ela encontrou. diferente do que ela esperava e ao mesmo tempo igual: algo assustador, horrivel, quase nao podia olhar e ao mesmo tempo nao desgrudava o olho. ela fechou a pagina no computador. esperou. mal percebeu que tremia. sacudiu a cabeça desgrenhando seus cabelos já despenteados.

'não... preciso... olhar... não...' e abriu de novo a pagina. era horrivel mesmo.

ela parou. olhou. desviou o olhar. olhou de novo. 'ninguem precisa disso!' e fechou a pagina.

ao mesmo tempo que estava satisfeita, estava terrificada com a visão, era horrivel. 'meu Deus! NINGUEM precisa disso!'

e riu. riu porque era boba. riu porque todos tinham sua época de errar. riu porque a dela já tinha passado - pelo menos naquele assunto. riu porque no fundo ela sabia que aquilo era algo do que se rir. pelo menos agora. riu porque já tinha chorado, riu porque ja tinah sofrido.

riu porque ela agora estava viva de novo. e ele? pelo menos no mundo dela não. nem morto nem enterrado - cadáveres podem ser exumados, zumbis existem.

riu porque sabia que no escuro tudo era beeeeeeem mais facil. mas que agora era hora de realmente acender as luzes e começar o show.

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