domingo, 28 de dezembro de 2008

o brilho eterno.

havia milhares de coisas que a intrigavam por aqueles dias: o pensamento que lhe fugia do radar para encontrar 'ele', as páginas que pareciam já terem sido viradas voltando para lhe mostrar que a leitura não havia sido bem feita fazendo-a sentir como se só pudesse virar páginas molhando os dedos - com suor, com saliva ou na pior de suas expectativas, com lágrimas.

ela estava intrigada com os sonhos do seu pequeno amor que lhe diziam mais que qualquer monólogo que ele já tinah feito - voce estava grávida de gemeos, eu era o pai e nós íamos casar, mas algo me dizia que ele era o pai e voce estava tentando me enganar. loucura. ou não.

e mais lhe intrigava ainda que ele, o ele que o outro enfatizava em suas palavras, andasse a visitando. mesmo que amasse outra. amasse outra. outra. tra. a. (os pensamentos ecoavam em sua cabeça) e ela sabia que não amava ele. sabia bem. mas odiava não ser o objeto de adoração de alguém, odiava não poder destruir a vida de mais um. odiava.

e ela sabia que amava o outro. sabia melhor ainda. sabia que a página estava sim virada. mas por alguma razão estranha ela sentia que não. fazendo-a sentir como se só pudesse virar páginas molhando os dedos - com suor, com saliva ou na pior de suas expectativas, com lágrimas. ela já tinha suado e salivado, lhe faltavam as lágrimas.

e naquele dia ela decidiu que ia chorar. mas nada lhe ocorria. nada lhe socorria.

is it all just wasted time (can u live with yourself when u think of what u've left behind?)

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