domingo, 28 de dezembro de 2008

e eu.

'eu te amo.' as três palavras mais simples lhe pareciam tão impossíveis de serem faladas.

'voce nunca vai me deixar?' ele parecia ansioso.

'nunca.' mas ela pensava ao dizer essas palavras. ela odiava mentir, embora nao parecesse. ela sabia que era tão volátil quanto um litro de álcool em um vidro aberto. e que ele não iria tampá-la, de jeito algum. e isso doía, estar tão só, tão livre: pela primeira vez ela desejava que não fosse assim, que ela estivesse realmente presa a ele. mas não era tangível, não era possível. ela o queria demais, tanto que machucava. ela tinha se tornado teimosa demais para desistir.

'eu te amo. de verdade.' ele reafirmava.

e isso só tornava as coisas mais difíceis do que já eram. mas de repente ela se lembrou dos ultimos meses, das suas noites no bar, das suas noites em claro, das sua páginas lidas, dos seus escritos. e ela agora tentava entender que talvez nao o amasse.

'eu também.' ela agora não mentira, mas omitira as três letras que lhe apontaria como mentirosa.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

deixa tua marca