sexta-feira, 14 de novembro de 2008

i love you cause your deuces are wild

eles se beijaram ali mesmo, no corredor deserto. ela já estivera ali, mas nunca imaginou que voltaria - ainda mais acompanhada. ele nunca tinha ido, mas já tinha muitos planos pro lugar - ainda mais se ela estivesse lá.

'vamos sair daqui?' ele convidava ao ver pessoas se aproximando.

'ok' e ela sorriu para ele.

andaram no escuro quase que instintivamente, seguindo batuques que surgiam da escuridão.

'de onde será que vem esse barulho?' ele agora a levava mais longe ainda...

'não sei, vamos ver?' ela o convidava sempre.

e andaram mais, até chegarem a origem do batuque e concluirem que havia coisas muito mais interessantes para se conhecer naquela noite. mas só naquela noite e nenhuma mais.
saíram entao para um lugar com arvores de copas altas onde apenas dois postes faziam companhia aos dois ali, que eram um.

(beijo)

'porque voce é tão... selvagem?' ele a olhava fundo.

'eu?' ela sabia que ela não era nada disso, apenas uma nômade. 'voce que é!'

(beijo)

'então porque tanta voracidade?' ele olhava mais fundo.

'hm, nao sei, sou assim com tudo na vida, voce nao?' ela virava a pergunta contra o perguntador.

(beijo)

ele sentia que aligo dentro daquela garota o tocava muito, e incomodava. como cutucar uma cicatriz. mas a dor era saborosa.

(beijo)

ao passar as mãos pelos quadris da garota sentia algo vibrar, ele sabia que ela era selvagem demais com aquelas imensas unhas vermelhas e boca de mesmo tom. e ele sentia algo vibrar...

(ploc)

'hm,' e se desvencilhando rapidamente do beijo, a garota diz 'meu celular. (...) alô, pai? sim, já vou'

é, ela era selvagem até demais...

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