segunda-feira, 24 de novembro de 2008

amor?

'eu já disse que o amor é pra quem não sabe amar.'

Fazia tempos que ela não falava mais com seus velhos amigos ou seus velhos casos. Fazia tempos. Ela agora vivia de alguma coisa além da banalidade e era estranho sobreviver dessa forma: ela não via muito além de obrigações que ela gostava tanto de adiar e listar em um pequeno caderno com aspiral de arame torto - e sentia prazer em riscar uma a uma.

Ela agora começava a pensar sobre seu período de retiro, sobre seus 3 meses fora do mapa, fora do gancho... e ela via tempos obscuros, ela sabia que de alguma forma ela sumiria. e isso lhe assustava, ela sabia exatamente como era.

Pior que as obrigações acadêmicas eram as torturas familiares, e ela se lembrava de cada uma delas: tinha medo das luzes de natal piscantes, das comidas natalinas, dos fogos de artifício. ela estaria presa por 3 meses, não veria amigos ou seguiria qualquer outra rota que não lhe fosse prescrita. E eram tempos sombrios para alguém que não tinha idéia de onde queria ficar, mas sabia exatamente onde estava indo.

E era natal: ela pressentia que de alguma forma, ela se libertaria dessa vez.

Feliz natal: o dia que mudou minha vida.

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