terça-feira, 16 de setembro de 2008

redondamente enganada.


'eu costumava pensar que ele era uma pessoa ruim... os olhos, os gestos, as palavras - ou seria a falta delas? - sempre me levaram a pensar nisso.' ela disse calmamente.

'é, às vezes as pessoas se enganam.' alguém respondeu, ecoando...

'é, não é bom julgar as pessoas, nem sei porque insisto nisso! nem sei!' ela agora brigava consigo mesma.

'...'

(sim, ela estava falando demais de novo)

'eu estava redondamente enganada...!'

'porque redondamente?' o outro agora queria saber e ela tambem.

'hm, não sei, acho que porque o redondo fecha... nao sei, nunca pensei nisso,...'

e mudaram de assunto, mas ela nunca parou de pensar nisso: ela esteve muitas e muitas vezes redondamente enganada, mas ela sempre se sentiu como uma bolha de sabão: podia estar redondamente enganada, mas no momento em que a tocassem ela se desmancharia.

monólogos da bolha assassina.

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