quarta-feira, 3 de setembro de 2008

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estranhamente naquele dia ela não o vira por mais de 10 minutos. e sentia sua falta. mas sabia fatalmente que a falta não lhe era permitida, ela sabia que agora deveria ser mais forte que nunca, ela sabia.


, e ele mesmo não querendo a fazia rir como criança. ela o conhecia, sabia dos seus trejeitos, às vezes se flagrava tão desajeitada como ele, procurando coisas no ar que somente eles dois viam.


e assim ela sempre procurava se aproximar dele, ele a fazia sentir a garota mais forte do universo e do anti-universo exatamente porque com ele ela podia ser fraca, ela podia ser somente uma garota.


'eu sou onipotente, onipresente e onisciente, hahahahahaha' ela falava com um falar psicótico, olhava para os lados e ria imitando algo que ele nunca tinha visto.


'o que?' ele se virou para olhar se a fala realmente saira da menininha de cabelos arrumados de maneira a parecerem sempre desajeitados.


'é, eu sou onipotente! onisciente e onipresente. pronto, falei!' ela falava agora olhando para ele, que parecia nunca entender de onde ela tirava aquelas idéias... 'mas não conta pra ninguém.' e ela colocava agora seu longo dedo indicador feito para o piano na frente dos lábios crispados.


'sabe o que você é?' ele a olhava com a expressão de quem queria sorrir mas estava se contendo.


'?' ela inclinou a cabeça para o lado direito como sempre fazia quando queria prestar atenção e demostrar interesse.


'uma garotinha com muita imaginação.'
é, talvez até demais.
e, acreditando que podia voar, ela sempre acabava caindo de cara no chão.
exatamente como o v2 dizia.

2 comentários:

  1. vc escreve tao bem
    vo virar frequentadora =]

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  2. aaaaaah obrigada! volte sempre sim, será sempre bem-vinda!

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