terça-feira, 19 de agosto de 2008

porque o amor é a 6ª dimensão.

'entende porque o mundo dá voltas? as coisas vão e voltam, você nunca reparou como Platão estava certo? O mundo dá meias-voltas eu acho. Tem coisas que nunca voltam, sabe?' mas ainda assim eu te amo,
mesmo que eu não acredite no amor e voce na psicologia. ainda assim eu te amo.





é engraçado como nas voltas que a vida dá eles sempre acabam se esbarrando. ela com suas mudanças e ele com seus olhos azuis, como andam em mundos paralelos e acabam sempre se cruzando? são como retas paralelas, creio eu, que quando dispostas em um plano e olhadas de um modo se cruzam numa ilusão de ótica. porque o amor deve ser uma ilusão de ótica.



'professor...' apesar de o rapaz não ser mais velho que ela 2 ou 3 anos era somente assim que conseguia o chamar, talvez porque não lembrasse seu nome '...tenho dúvidas aqui' era sempre assim que ela começava alguma conversa, na mais simplista pergunta. e ao fim, só restavam as mais grandiosas respostas.


'existem 3 dimensões... são as que vemos, certo?' ela acenava afirmativamente com a cabeça mesmo que estivesse pensando em como ele começou aquela resposta que nada tinha a ver com a pergunta sobre eletricidade. 'voce sabe qual é a quarta dimensão?'


e ela fazia cara de quem pensava arduamente 'sei! é o tempo!' ela respondeu.


'exatamente, mas nosso aparelho de visão não consegue vê-lo, certo? só o percebemos.' ele continuava a explicação e ela começava a lembrar como tiha chegado áquele ponto.


'...aaah, ele vai falar quais são as 27 dimensões geradas pelos 3 vetores x, y e z' ela pensou enquanto admirava os belos olhos azuis por trás dos óculos do jovem professor.


ele continuou 'voce consegue imaginar qual é a quinta?'


'a energia! é sim! tudo é energia, já reparou, professor?' ela falou alegre por ter conseguido raciocinar sobre física tão rapidamente.


'é, pode ser, porque não?' ele se admirou esboçando um leve sorriso, mas ainda não satisfeito '...mas você imagina qual seja a sexta?'


'hm... não faço idéia.' ela se retraiu um pouco e esperou a resposta do professor.


'o amor.' ele respondeu singularmente.


ela parecia esperar algo mais e continuava a olhá-lo atentamente.


'o amor é a sexta dimensão. se a energia é a quinta, o amor é a sexta. não?' e sorriu para ela.
ela devolveu o sorriso e antes que pudesse perguntar mais alguma coisa, a quarta dimensão exigiu dos dois que a sexta dimensão ficasse pra depois. e mesmo as 3 primeiras dimensões obedeceram a quarta...


mas - ah! - nas voltas que o mundo dá, os olhos azuis insistem em desobedecer qualquer lei da física ou da psicologia. e as estatísticas e probabilidades apontam para eventos tão certos como o nascer do sol.

diálogos de cursinho sobre física entre o pseudoprofessor e a pequena ladylove em mais um de seus encontros marcados pelo destino.

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