sexta-feira, 22 de agosto de 2008

juro dizer a verdade, nada mais que a verdade.

Você tem o poder de fazer as pessoas acreditarem nos maiores absurdos acadêmicos? E nas maiores abobrinhas metafísicas? Se voce tem, parabéns, você é um legítimo falaciador.

O que é uma falácia?

A falácia é uma articulação de idéias não verdadeiras por natureza mas que podem se tornar verdades ao longo de sua aplicação, conforme sua estruturação no contexto em que está inserida.

Porque falaciar?

As falácias não devem ser usadas em vão, devem ser utilizadas em momentos propícios e estritamente necessários. Do contrário, a arte da falácia transmuta-se em mero lançamento de caô a distância, que desqualifica o sujeito pretendente a falaciador. Falacia-se quando os estímulos ambientais não evocam uma resposta verdadeira, então usa-se a falácia para suprir essa lacuna deixada pela verdade.

A Falácia ao longo da história da Humanidade.

A falácia, vulgarmente nomeada de caô ou rasante da gaivota, é de altíssima utilidade no meio universitário, ainda mais se voce está inserido em cursos de ciências humanas. Ela tem sido aprimorada desde os primórdios e ainda hoje reina absoluta como técnica secreta entre estudantes e profissionais bem-sucedidos. Se você é adepto da teoria criacionista, pode encontrar o primeiro rastro de falácia no livro de Genesis, quando a cobra manda a falácia sibilante na Eva. Se não, você pode ver a falácia em várias personalidades históricas como os gregos, que se afirmavam machos e assim se fazem acreditar até hoje pros menos atentos a falácias.

Pré-requisitos de um falaciador bem-sucedido.

É simples falaciar. Porém, para ser um bom falaciador é sugerido que voce possua eloqüência, convicção em sua falácia, bom repertório gestual e um grande arcabouço de vocábulos rebuscados ou cultos. Portanto, nem só de falácias vive um falaciador: é preciso ler muito e observar os grandes mestres da falácia (ver TV Senado e TV Câmara). E não se esqueça de falar pouco, ser sucinto em suas falácias e de preferência anotá-las para posterior consulta.

Grandes falaciadores modernos e contemporâneos na sociedade ocidental.

Os grandes falaciadores de verdade não são reconhecidos como tal, afinal, boas falácias nunca são denominadas falácias. Apenas um bom falaciador reconhece outro. É como uma sociedade secreta, um irmandade que nunca expõe a falácia ao uso desnecessário. Porém, no Brasil, nossos maiores falaciadores são os políticos, alguns deles são os reis. Dentre os maiores falaciadores contemporãneos encontramos publicitários, administradores, advogados e psicólogos (ver Akira e Gagá, os mestres).

Erros de falácia.

Deve haver o mínimo de embasamento na elaboração de uma falácia e de preferência pequenos resquícios de verossimilhança, dados fidedignos em sua essência que corroborem com seu ato falacioso. Ao hesitar ou contradizer uma falácia dita por si mesmo, ela perde sua validade (ver Instrumento de Medição de Falácias Eficientes).

Considerações finais

Verdade e falácia andam sempre juntas, ao falaciar, não esqueça de após esse momento sublime em que a falácia foi seu estepe, ir em busca da verdade subjacente a essa entidade mágica que é a falácia.

texto por Jujuba, a Rainha da Falácia. Logo, tudo isso é uma grande falácia!


2 comentários:

  1. Parabéns pelo texto e pelo tipo de humor utilizado!Simples, sarcástico e seco...

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  2. valeeeu :) é uma pratica nossa aqui, resolvi escreve-la

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