sábado, 23 de agosto de 2008

até tu, Skinner, meu rei!

"Vamos morrer embriagados no amor, luxúria e no prazer da carne.
Nos corpos volupiosos que navegam no desejo...
Na firmeza das mãos, dos beijos e mordidas
Na sutileza dos gemidos.
Embriagar!
E depois ao amanhecer sofrer com a enxaqueca da realidade.
Mas saber que morremos naquele momento, naquela noite.
Morremos de desejos.
E desejar muitas outras mortes.
Sendo assim, desejo morrer ao seu lado." Sexo Mata, de Ignis.




e ela se jogou. esperando que lá embaixo tivesse um rio ao invés de uma pista, exatamente como seu amigo disse que ela faria. porque assim lhe parecia o amor, assim lhe parecia tudo. e ao cair na avenida movimentada demorou a levantar-se. demandou um esforço sobrehumano, tanto que ela se tornou mais que uma garota. ela talvez agora fosse super. e já fazia muito tempo desde a última vez.



'sabe, eu acho que o amor é intenso demais pra que se queime como um vela. acho que ele deve ser queimado de uma vez só, como numa grande fogueira...' ela disse.



ele não respondeu nada. e ela continuou: 'sabe, eu sinto saudades. das coisas mais banais.'

ele continuou em silencio, sentado ao seu lado no onibus que parecia nao ter destino final. o silencio parecia maior que a distancia entre as duas cidades e ela menor que a distancia que os separava.

'quando voce vai sinto falta desse seu cabelo torto, desses seus dentes amarelos, dessa sua mão grande com dedos ásperos. sabe que sinto falta mesmo da fumaça do seu cigarro? sinto saudade. e é só isso que sinto.' ela transbordou de uma unica vez, talvez porque ele fosse a gota d'água que a fazia inundar.

o silencio persistiu, não era mais que 10 da manhã naquele ônibus que os levava para um lugar desconhecido. ela cansou.

olhou para fora. ele mascava um chiclete na esperança de esquecer do vicio e aquele mastigar parecia incomodá-la. parecia que lhe era preferível a fumaça tóxica e impregnante do cigarro mal-fumado dele.

ela tentou cruzar os braços. ele esticou as pernas. parecia um diálogo de mudos.

'_____________, tenho saudades da gente. acho que voce é o amor da minha vida' ela disse, pela utlima vez.

ele a olhou atentamente. parecia não se surpreender. ele realmente já escutara aquilo vezes demais dela. pra ela nunca era o bastante dizer, talvez porque ela não soubesse de fato amar. e ele sabendo amar, apenas não sabia dizer amor. e nisso eles se completavam há 4 longos anos.

e sem hesitar, ele lançou-lhe um olhar profundo e disparou: 'o amor e a saudade são mentalismos, apenas ficções explanatórias.'

nesse momento ela se sentia traída pela sua própria sabedoria. 'é, eu nunca deveria ter ensinado behaviorismo a ele.'

diálogos de ônibus entre o pequeno e a grande.

3 comentários:

  1. sua jujuba falaciosa

    quero te ler com atenção

    (lili)

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  2. shaiushauishuish meu blog parece um confessionario :D

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  3. mostrei essa foto pra alguns amigos, e todos concordam em unissono: Lindo!

    Armei a rede e vou ficar vindo por aqui sempre!
    ;D

    beijos, jujuba!

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